
Por Bruno Mascarenhas
Um dos conceitos mais confundidos quando falamos sobre o mercado de trabalho, definitivamente, é o conceito de “carreira”. Muita gente acaba confundindo esse termo com “empregabilidade”, “emprego”, “oportunidade”, entre outros. Carreira, na verdade, é um conceito bem mais amplo, que basicamente descreve a história de um profissional.
Ter uma carreira é muito mais do que ter um bom emprego, do que aproveitar uma grande oportunidade. Os que conquistaram uma boa carreira, com certeza, aprenderam muito com seus erros e souberam extrair resultados positivos, mesmo nas derrotas.
Qual sua expectativa de carreira?
Tenho feito essa pergunta para os profissionais que assistem meus treinamentos – cerca de cinquenta por semana – e, invariavelmente, todos respondem que querem crescer.
Mas quando indagados sobre qual seria a direção desse crescimento, percebo que as respostas são, em geral, muito vagas. Poucos são aqueles que se preocupam com a direção que estão seguindo e com o rumo que sua carreira tomará nos próximos anos.
Muita gente se preocupa somente com seus empregos, salários e benefícios. Escuto muito a frase: “irei para onde as oportunidades apontarem”, “vou pra onde a vida e a empresa me levarem” ou “abraçarei as oportunidades que aparecerem com unhas e dentes!”.
Não recrimino quem ainda não sabe pra onde quer ir, quem ainda não decidiu a verdadeira direção. Aliás, acho que seremos sempre jovens demais para sabermos isso. O importante é ter um caminho. É como um sábio provérbio chinês diz: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”. E, infelizmente, muitos são realmente levados pelos caminhos do destino. E é aí que mora o problema, pois se esperamos as ondas do mar da vida nos levarem, podemos chegar à praia, mas também podemos bater nas pedras.
Um brilhante – e muito mal interpretado – historiador tem muito a ensinar para nossa geração – a Geração Y. Seu nome é Nicolau Maquiavel, fundador do pensamento e da ciência política moderna. Ele deixou uma enorme herança para a humanidade – que há pouco tempo começou a descobrir parte desse conhecimento. Ressalto dois dos conceitos interessantes consolidados por ele, que são os mais relacionados às nossas vidas: a virtú e a fortuna.
A virtú é a qualidade do homem que o capacita a realizar grandes obras e feitos. É o poder humano de efetuar mudanças e controlar eventos, um pré-requisito da liderança. É a motivação interior, a força de vontade que induz os homens, individualmente ou em grupo. Já a fortuna é o acaso, o curso da história, o destino cego, o fatalismo a necessidade natural.
Por toda nossa carreira, devemos nos esforçar para reduzirmos as consequencias da “sorte” e do “acaso”, e tomarmos verdadeiramente as rédeas de nossas vidas, criando nosso destino.
O grande pai da gestão moderna, Peter Drucker, já dizia: “A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo”.
Então, pare de culpar o destino pelas suas derrotas. É mais valioso usar a queda para aprender a se equilibrar melhor. O maior e único responsável pela sua carreira é você mesmo. E você tem total responsabilidade pelas escolhas que toma e são elas que o tornam o ser humano que é hoje. Não espere as oportunidades baterem à sua porta, receba-as antes disso.
Dirija sua carreira, antes que ela dirija você!
Fonte: http://www.minhacarreira.com/
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