por Danielle Abade
A Geração Y e seus efeitos têm sido pauta de inúmeros artigos recentes. Sua presença é notória. A nova turma que está chegando aos escritórios de pequenas à grandes empresas tem revolucionado o mundo corporativo. Seus desejos e planos para a carreira são novidades. O ritmo de trabalho não é o mesmo, as políticas do RH e a divisão de tarefas também não. E todos estes quesitos sofrem influência, em maior ou menor grau, da quantidade de “seres Y” presentes no ambiente.
Há quem defenda as características marcantes destes jovens e declare que sua personalidade tem muito a agregar ao cotidiano organizacional. Por outro lado, há quem insista em disseminar certo terror ao construir a imagem da entrega do mundo nas mãos desses “futuros líderes”. Não pretendo defender a primeira ou a segunda opinião, mas meu objetivo agora é alertar para a banalização do rótulo que tem se tornado o termo Geração Y.
É plenamente perceptível que os jovens são marcados pela euforia e o imediatismo, mas há que se notar que uma parcela desse público tem se autoconscientizado dos efeitos oriundos de tal comportamento e se concentrado na tarefa desafiadora de unir o que os Baby Boomers têm a ensinar e as lacunas que nós, enquanto Geração Y, temos a preencher. Não há como negar que a nossa sede por feedback e resultados instantâneos seja exacerbada, mas quero dar relevância para aquilo que não tem sido pauta: a oportunidade de união entre o que é Boomer, X e Y e o potencial disponível para essa conexão.
Não há porque insistir na prática do rótulo, negando uma base realmente construtiva ao debate. A discussão precisa ser encorajada, mas não como forma de obter um julgamento autoritário e uma verdade absoluta. Acredito que os Baby Boomers, os X e os demais trabalharão para orientar a geração dos pós 1980. Carecemos de orientação, de cuidado, feedback e de sermões também, por que não? Além de evitar modismos, é preciso extrair e integrar o que há de bom nesse choque de gerações. Não há grupo certo ou errado, há a possibilidade de inovar com a união do melhor de cada um. Se for importante que os precursores da geração Y percebam com notoriedade a presença destes, mais relevante ainda deve ser a auto-percepção e desenvolvimento real por parte dos Y. Só assim algo inteiramente construtivo poderá vir à tona.
Quanto mais se discutirem os verdadeiros legados dessas gerações, menos o modismo será o centro e os rótulos serão abolidos. Há de se promover a integração de qualidades e a conscientização do que deve ou não deve ser encorajado como prática. Podem apostar que uma considerável parte dessa Geração Y tem potencial e está disposta a ser positiva neste cenário inconstante, como ela, do universo corporativo. É necessário equacionar todos esses X, Y e ainda acrescentar um Z positivo no resultado. Espero, francamente, que mais Boomers estejam interessados no diálogo sincero e eficiente. Não viemos para substituir. Viemos para aprender, integrar, suprir. Contudo, precisamos de um norte e de pessoas experientes dispostas a indicá-lo.
Fonte: http://www.minhacarreira.com/2010/01/05/equacionando-geracoes/
Danielle Abade é estudante de Comunicação Social – Relações Públicas na PUC Minas e atualmente estagia na Fundação dos Empregados da Fiat no setor de produção de eventos. Estreou no Minha Carreira em Janeiro de 2010.

Por Danielle Abade
A Geração Y e seus efeitos têm sido pauta de inúmeros artigos recentes. Sua presença é notória. A nova turma que está chegando aos escritórios de pequenas à grandes empresas tem revolucionado o mundo corporativo. Seus desejos e planos para a carreira são novidades. O ritmo de trabalho não é o mesmo, as políticas do RH e a divisão de tarefas também não. E todos estes quesitos sofrem influência, em maior ou menor grau, da quantidade de “seres Y” presentes no ambiente.
Há quem defenda as características marcantes destes jovens e declare que sua personalidade tem muito a agregar ao cotidiano organizacional. Por outro lado, há quem insista em disseminar certo terror ao construir a imagem da entrega do mundo nas mãos desses “futuros líderes”. Não pretendo defender a primeira ou a segunda opinião, mas meu objetivo agora é alertar para a banalização do rótulo que tem se tornado o termo Geração Y.
É plenamente perceptível que os jovens são marcados pela euforia e o imediatismo, mas há que se notar que uma parcela desse público tem se autoconscientizado dos efeitos oriundos de tal comportamento e se concentrado na tarefa desafiadora de unir o que os Baby Boomers têm a ensinar e as lacunas que nós, enquanto Geração Y, temos a preencher. Não há como negar que a nossa sede por feedback e resultados instantâneos seja exacerbada, mas quero dar relevância para aquilo que não tem sido pauta: a oportunidade de união entre o que é Boomer, X e Y e o potencial disponível para essa conexão.
Não há porque insistir na prática do rótulo, negando uma base realmente construtiva ao debate. A discussão precisa ser encorajada, mas não como forma de obter um julgamento autoritário e uma verdade absoluta. Acredito que os Baby Boomers, os X e os demais trabalharão para orientar a geração dos pós 1980. Carecemos de orientação, de cuidado, feedback e de sermões também, por que não? Além de evitar modismos, é preciso extrair e integrar o que há de bom nesse choque de gerações. Não há grupo certo ou errado, há a possibilidade de inovar com a união do melhor de cada um. Se for importante que os precursores da geração Y percebam com notoriedade a presença destes, mais relevante ainda deve ser a auto-percepção e desenvolvimento real por parte dos Y. Só assim algo inteiramente construtivo poderá vir à tona.
Quanto mais se discutirem os verdadeiros legados dessas gerações, menos o modismo será o centro e os rótulos serão abolidos. Há de se promover a integração de qualidades e a conscientização do que deve ou não deve ser encorajado como prática. Podem apostar que uma considerável parte dessa Geração Y tem potencial e está disposta a ser positiva neste cenário inconstante, como ela, do universo corporativo. É necessário equacionar todos esses X, Y e ainda acrescentar um Z positivo no resultado. Espero, francamente, que mais Boomers estejam interessados no diálogo sincero e eficiente. Não viemos para substituir. Viemos para aprender, integrar, suprir. Contudo, precisamos de um norte e de pessoas experientes dispostas a indicá-lo.
Fonte: http://www.minhacarreira.com/
Danielle Abade é estudante de Comunicação Social – Relações Públicas na PUC Minas e atualmente estagia na Fundação dos Empregados da Fiat no setor de produção de eventos. Estreou no Minha Carreira em Janeiro de 2010.
VN:F [1.6.8_931]
Rating: 10.0/10 (2 votes cast)
VN:F [1.6.8_931]