Por José Hernani Arrym Filho
Líderes devem se avaliar constantemente para contribuir com a inovação das empresas para as quais trabalham ou são proprietários. Leia mais neste artigo de especialista.
Inovação é um termo para descrever como as organizações, em geral (privadas, públicas ou do terceiro setor), criam valor desenvolvendo conhecimento novo, transformando o já existente mas de maneiras diferentes.
É frequentemente usado para descrever o desenvolvimento de novos produtos e serviços ou processos tecnológicos. No entanto, as organizações podem também de destacar com inovações em técnicas de gestão ou modelos de negócio.
James March, prêmio Nobel em 1991, utiliza a perspectiva da aprendizagem organizacional para distinguir as inovações. Sua origem provém de conhecimento inédito e as que buscam novas maneiras de explorar o já existente. Para ele, as empresas com foco em novos conhecimentos se destacam, pois atendem aos mercados existentes ou ultrapassam as expectativas criando novos nichos, produtos e serviços.
Podemos afirmar que as organizações atualmente líderes de mercado optaram pela excelência não apenas nas dimensões custo e qualidade, mas especialmente pela excelência na gestão da inovação.
E o que não faltam são exemplos, dentro e fora do Brasil de empresas como: Cia. Athlética, Fiat, Google, InBev, Michelin, Microsoft, Nestlé, Odebrecht, Pirelli, Rigesa e Souza Cruz, entre outras. Vale dizer que estas líderes, como poucos no universo empresarial, aprendem continuamente a definir estratégias vencedoras para pessoas, processos, ambiente e tecnologia, ou seja, as quatro dimensões da inovação.
Frente a isto, devemos nos preocupar com o que é exigido daqueles que estão (ou pretendem estar) à frente de organizações que optaram por uma estratégia de inovação, pois o perfil e desempenho que deles se espera é, no mínimo, especial. Além disto, não devemos nos esquecer que há muito estamos em tempos marcados por fortíssima turbulência e por mudanças radicais em alta velocidade, e assim continuaremos.
Na medida em que os desafios da inovação aumentam de tamanho e tornam-se cada vez mais singulares, algumas importantes perguntas devem ser feitas e consideradas como parte da permanente avaliação de empresários e empreendedores bem como daqueles profissionais em posições de liderança:
- Tenho uma visão clara dos objetivos que minha empresa quer atingir por meio da inovação?
- Estou pronto e apto (conceitualmente) para esta empreitada e sei como ajudar minha empresa a chegar lá?
- Sei como lidar com a incerteza?
- Sou tolerante ao estresse e tenho o vigor e a disposição necessários para atingir os referidos objetivos?
- Sei o que devo fazer para ampliar minha capacidade de aprendizagem permanente?
- Sou tolerante ao risco (inclui o aprendizado decorrente de erros) e sei fomentar isto em minha equipe?
- Sei o que é ser flexível e fomento isto em minha equipe?
- Sei o que é ser inovador e sei como fomentar o espírito inovador em minha equipe?
- Sei como lidar com a diversidade?
- Sei como construir uma equipe cuja marca seja esta?
- Sou um agente de mudanças?
- Sei como desenvolver criar gerentes especialistas que também sejam verdadeiros agentes de mudanças?
- Sei como criar agentes de mudanças na base da pirâmide?
Fonte: http://br.hsmglobal.com
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