Motivar equipes, o desafio da liderança

Michael UseemPor Michael Useem

Como fazer com que os funcionários se empenhem em cumprir suas metas e estejam alinhados aos objetivos da organização? Como motivar pessoas e equipes a trabalhar de modo produtivo? Como alinhar seu trabalho a fim de que contribuam para as metas? Essas são questões enfrentadas por todos os líderes em qualquer parte do mundo e cruciais para os resultados das organizações.

Useem define motivação como atitudes que determinam o comportamento dos funcionários, enquanto o alinhamento é definido pelos recursos gerenciais que canalizam as ações para o atingimento das metas. É a variação desses fatores que leva às maiores dificuldades enfrentadas pela liderança na previsão de resultados, como bem definiu Robert Crandall, presidente do Conselho Administrativo da American Airlines em 1995: “todos querem vencer, mas cada um tem o seu motivo para isso”.

Na visão de Useem, é impossível motivar um funcionário que não deseje ser motivado. Por isso, os gerentes devem buscar motivar os funcionários que mais necessitem de:

Realização

  • Dando-lhes tarefas não rotineiras e desafiadoras com metas claras;
  • Oferecendo-lhes feedback rápido e frequente de seu desempenho;
  • Aumentando-lhes o grau de responsabilidade.

Influência

  • Permitindo-lhes que controlem e planejem seu trabalho;
  • Incluindo-os nas tomadas de decisão;
  • Dando-lhes responsabilidade direta pela tarefa, não por meio da equipe.

Sociabilidade

  • Incluindo-os em iniciativas de cooperação e de grupo;
  • Oferecendo-lhes apoio e reconhecimento;
  • Incentivando-os a se desenvolver e ser mentores de outros.

Para manter a equipe motivada, o professor deu algumas lições certeiras. Ele lembrou que um dos maiores inimigos da motivação é a rotina, porque níveis elevados de padronização roubam do trabalho seu interesse intrínseco, reduzindo a motivação e a criatividade. O risco disso é que o trabalho desmotivador provoca absenteísmo, rotatividade da mão de obra, queda da qualidade, greves e sabotagem. Por isso, esteja atento aos desafios e nível de autonomia propostos à sua equipe.

Investir na autonomia, inclusive, é uma das decisões inteligentes que você pode tomar por sua equipe. Estudos já mostraram que as pessoas tornam-se passivas e deprimidas se forem rigidamente controladas. Por outro lado, seu nível de energia e atividade sobe quando elas tem responsabilidade e influência.

Fonte: http://br.hsmglobal.com

Michael Useem é PhD pela Universidade de Harvard. Ele é professor de liderança e gestão da Universidade da Pensilvânia (EUA) e autor de diversos best-sellers do mundo dos negócios, alguns já traduzidos para o português.

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