Amigos, o que vou escrever esta semana é pura ficção, uma presunção ou ainda algo que se pensa, mas não se diz. Porém, no nosso entendimento, está bem perto da verdade e explica parte do inferno vivido pela Governadora da Terra da Transparência.
Para não começar muito longe, vamos até a idade média. Nesta época a sociedade se dividia em 2 classes sociais, os aristocratas (ricos), que detinham a propriedade das terras (feudos), e os plebeus (pobres), que plantavam as terras e serviam os senhores feudais nas atividades campesinas e como soldados. Aos filhos dos senhores estava reservada a escolha de dois destinos – ser cavalheiro ou ser um sacerdote. Já nesta época, as sociedades secretas e a Igreja conjuminavam ações para manter o equilíbrio do poder e dirimir as pressões da sociedade. Guerras foram fomentadas para acalmar disputas regionais, aplacar insurgências populares ou aumentar as fontes de tributos. Por mais de 1000 anos esta ordem prevaleceu. Nela surgiriam os templários, rosacruzes, e outras tantas sociedades secretas, sendo que algumas delas são as preconizadoras de sociedades dos dias de hoje.
Sul do Brasil, Rio Grande do Sul. Para muitos a sociedade e o povo desta terra são ditos como um dos exemplos de melhor nível sociocultural do Brasil. Porém, na verdade, nossa sociedade é um reduto do mais ferrenho e conservador modelo de poder, alicerçado no modelo medieval de influências, utilizado pelos ricos para se perpetuar no poder. Vivemos na terra das sociedades, confrarias ou facções classistas, estruturadas de forma secreta, onde os irmãos lutam através de conchavos para evitar que os menores e menos evoluídos (plebeus) se aproximem de seus redutos de poder.
Aqui, deixo no imaginário de todos, mas o objetivo destes núcleos de poder é, sem dúvida, a mais sórdida forma de exclusão social e de manutenção de privilégios.
Você, amigo trabalhador, não terá jamais acesso a não ser que por interesse seja procurado a cooptar e trabalhar pelo discricionário.
Eleições para governador. Participam com possibilidade de ganhar dois prósperos politicos que embora de partidos diferentes eram representantes de uma grande casa e outros candidatos, menos votados, que se sabia não terem nenhuma chance. A ordem estaria preservada, seja qualquer um dos dois candidatos que viesse a ganhar.
O povo terá seu novo governador e a esperança estará restabelecida.
Porém o imponderável acontece, ganha uma mulher. A candidata que corria por fora é a Governadora!!!
Curto-circuito, pavor, ruído, reação, rejeição, todas as força reativas estão de prontidão, o ‘firewall’ emperrou, os ‘hubs’ estão como loucos, todo o esquema foi para o espaço!!!!!
Os poderosos determinam: “Temos que recuperar nossas plataformas, colocar no ar o antigo sistema, não podemos correr o risco de que este corpo estranho continue a atrapalhar. Todos devem ajudar. Vamos formar uma grande corrente, vamos nos unir. Todas as forças devem se associar para restabelecer a velha ordem”. Como resultado, se estabele uma guerra, intrigas, denuncias exposição para a difamação.
O que parece, nem sempre é. Olhe com desconfiança para o que está acontecendo. Pense, reflita e, tenho certeza que você há de concordar – algo está errado.
Estamos assistindo, sem perceber, uma tentativa de lichamento, porque?
Amigos, isto que estou dizendo não significa que alguns dos acontecimentos vivenciados hoje não sejam verdadeiros. Nem de longe quero dizer isto. Mas posso afirmar que certamente eles existem há muito tempo. Todos os fatos são práticas antigas, que sempre existiram e continuariam a existir, sem que nenhum de nós tivesse noção, caso o ‘script’ original tivesse vingado.
Nesta ficção, a verdade é bizarra, pois existem duas leis, dois códigos de ética, duas justiças…. e nós, somos massa de manobra.
Por Ricardo Garcia
Diretor Executivo da Trace Sistemas. Especialista em Engenharia de Software (UFRGS) e Sistemas de Informação e Telemática (UFRGS).




















