Por Adriana Salles Gomes
Minha adolescência Simone de Beauvoir influenciou brutalmente. Li “O Segundo Sexo” e fiquei convencida de que, no aspecto sociocultural, não nascemos mulheres mesmo; tornamo-nos. Essa subversão foi fundamental para mim e para todas as mulheres, nos levou aos estudos e ao mercado de trabalho, nos tirou da passividade e da submissão, nos ajudou a conquistar respeito e auto-respeito. Mas a evolução chegou a um patamar de maturidade tal que agora estamos prontas para entender que é preciso equilíbrio. (Aliás, os homens também poderiam buscar isso de alguma forma, mas não entrarei no mérito.) O importante é que o despertador está tocando e esse acordar das mulheres traz MUITAS oportunidades de inovação. Assim como o despertar da Rússia para a necessidade de inovar, descrito abaixo, traz oportunidades para ela e para os outros BRICs (além de servir de alerta). Esses são os temas dos dois post-its de brainstorming deste domingo à noite:
A Rússia, o único BRIC que ainda dormia, parece que acordará em breve. E para valer. Está prestes a nascer o Kremlin’s Silicon Valley, que pretende ser um centro de inovação nos moldes do californiano, localizado numa antiga fazendo perto de uma escola de administração e tendo como conselheiro científico ninguém menos que o físico prêmio-nobel Zhores Alferov. Acaba de haver um encontro com 200 cientistas para criar nesse local uma universidade que desenvolverá tecnologias novas, um laboratório e uma incubadora de empresas, tudo com subsídios governamentais. O objetivo é atuar nas áreas de energia, biomedicina, TI, telecom e engenharia nuclear, para diversificar a economia russa, hoje muito dependente de petróleo e gás natural. Li aqui. Presta atenção, Brasil!
As mulheres também estão acordando. Depois da necessária luta pela igualdade com o movimento feminista, elas começam a entender que é preciso haver um equilíbrio, a fim de não abrirem mão da família. Esse movimento do “meio-termo” entre vida profissional e pessoal, personificado na figura neologística da “mompreneur” (mãe-empreendedora), está crescendo e ganhando cada vez mais adeptas; vejam quantas referências encontrei em uma simples navegada: no Canadá em formato revista, este caso e este nos Estados Unidos em formato rede social, no Reino Unido… Para não dizer que o Brasil ainda dorme o 10º sono em berço esplêndido, achei uma celebração de mães empreendedoras nas cidades de Rio Negro (Paraná) e Mafra (Santa Catarina) – mas convenhamos que isso é quase zero. Bons entendedores lerão “oportunidades à vista”.
Fonte: http://hsm.updateordie.com
Adriana Salles Gomes é editora executiva da Revista HSM Management
Por Adriana Salles Gomes
Minha adolescência Simone de Beauvoir influenciou brutalmente. Li “O Segundo Sexo” e fiquei convencida de que, no aspecto sociocultural, não nascemos mulheres mesmo; tornamo-nos. Essa subversão foi fundamental para mim e para todas as mulheres, nos levou aos estudos e ao mercado de trabalho, nos tirou da passividade e da submissão, nos ajudou a conquistar respeito e auto-respeito. Mas a evolução chegou a um patamar de maturidade tal que agora estamos prontas para entender que é preciso equilíbrio. (Aliás, os homens também poderiam buscar isso de alguma forma, mas não entrarei no mérito.) O importante é que o despertador está tocando e esse acordar das mulheres traz MUITAS oportunidades de inovação. Assim como o despertar da Rússia para a necessidade de inovar, descrito abaixo, traz oportunidades para ela e para os outros BRICs (além de servir de alerta). Esses são os temas dos dois post-its de brainstorming deste domingo à noite:
A Rússia, o único BRIC que ainda dormia, parece que acordará em breve. E para valer. Está prestes a nascer o Kremlin’s Silicon Valley, que pretende ser um centro de inovação nos moldes do californiano, localizado numa antiga fazendo perto de uma escola de administração e tendo como conselheiro científico ninguém menos que o físico prêmio-nobel Zhores Alferov. Acaba de haver um encontro com 200 cientistas para criar nesse local uma universidade que desenvolverá tecnologias novas, um laboratório e uma incubadora de empresas, tudo com subsídios governamentais. O objetivo é atuar nas áreas de energia, biomedicina, TI, telecom e engenharia nuclear, para diversificar a economia russa, hoje muito dependente de petróleo e gás natural. Li aqui. Presta atenção, Brasil!
As mulheres também estão acordando. Depois da necessária luta pela igualdade com o movimento feminista, elas começam a entender que é preciso haver um equilíbrio, a fim de não abrirem mão da família. Esse movimento do “meio-termo” entre vida profissional e pessoal, personificado na figura neologística da “mompreneur” (mãe-empreendedora), está crescendo e ganhando cada vez mais adeptas; vejam quantas referências encontrei em uma simples navegada: no Canadá em formato revista, este caso e este nos Estados Unidos em formato rede social, no Reino Unido… Para não dizer que o Brasil ainda dorme o 10º sono em berço esplêndido, achei uma celebração de mães empreendedoras nas cidades de Rio Negro (Paraná) e Mafra (Santa Catarina) – mas convenhamos que isso é quase zero. Bons entendedores lerão “oportunidades à vista”.
Fonte: http://hsm.updateordie.com
Adriana Salles Gomes é editora executiva da Revista HSM Management
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