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	<title>Blog da Trace Sistemas &#187; projetos</title>
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	<description>A Trace Sistemas é uma empresa que tem seu Core Business centrado em sua solução de Gestão do Trabalho, TraceGP.</description>
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		<title>Edição de abril/2010 do Tech Journal</title>
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		<comments>http://www.tracegp.com.br/blog/edicao-de-abril2010-do-tech-journal/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 20:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador TraceGP</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confira na edição do mês de abril/2010 do Tech Journal!
Artigos:
Confira na edição do mês de abril/2010 do Tech Journal!
Artigos:

Conheça 3 maneiras de analisar projetos que envolvam mudanças;
Retenção de talentos: CIOs precisam usar a criatividade;
Três mitos sobre a gestão do portfólio de projetos.

Mercado:

Yahoo, de olho na Foursquare?
Positivo nega aquisição pela Lenovo
Ações da Palm saltam por rumores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Confira na edição do mês de abril/2010 do Tech Journal!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Artigos:</div>
<p>Confira na edição do mês de abril/2010 do Tech Journal!</p>
<p>Artigos:</p>
<ul>
<li>Conheça 3 maneiras de analisar <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-gestao-de-projetos.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Gerenciamento de Projetos" >projetos</a> que envolvam mudanças;</li>
<li>Retenção de talentos: CIOs precisam usar a criatividade;</li>
<li>Três mitos sobre a gestão do <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-portfolio.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Gerencie seu portfólio" >portfólio de projetos</a>.</li>
</ul>
<p>Mercado:</p>
<ul>
<li>Yahoo, de olho na Foursquare?</li>
<li>Positivo nega aquisição pela Lenovo</li>
<li>Ações da Palm saltam por rumores de venda</li>
<li>TV digital tenta expandir com publicidade</li>
</ul>
<p>Acesse: <a href="http://www.tracesistemas.com.br/tech_journal/2010/abril/principal_web.htm" target="_blank">http://www.tracesistemas.com.br/tech_journal/2010/abril/principal_web.htm</a></p>
<p>Se preferir assine o Tech Journal e receba em seu e-mail: <a href="http://www.tracesistemas.com.br/extranet/novosite.nsf/cadastro?OpenForm" target="_blank">http://www.tracesistemas.com.br/extranet/novosite.nsf/cadastro?OpenForm</a></p>
<blockquote><p>O Tech Journal é o informativo mensal da <a href="http://www.tracesistemas.com.br" target="_blank" rel="external" title="Trace Sistemas" >Trace Sistemas</a> que leva até você artigos e novidades do mundo da Tecnologia da Informação.</p></blockquote>
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		<title>TraceGP &#8211; Obtendo Resultados</title>
		<link>http://www.tracegp.com.br/blog/tracegp-obtendo-resultados/</link>
		<comments>http://www.tracegp.com.br/blog/tracegp-obtendo-resultados/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 13:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador TraceGP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bug tracking]]></category>
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		<description><![CDATA[A Solução de Gestão do Trabalho provê a todos os níveis da organização, funcionalidades específicas para a gestão de demandas e projetos, atuando desde o planejamento estratégico, passando pelo tático, até o operacional concretizando as metas pré-estabelecidas.
Confira novo vídeo:

Links Relacionados:
http://www.tracegp.com.br/videos/
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.tracegp.com.br" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Solução de Gestão do Trabalho" >Solução de Gestão do Trabalho</a> provê a todos os níveis da organização, funcionalidades específicas para a gestão de <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-demandas.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Gestão e Demandas" >demandas</a> e <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-gestao-de-projetos.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Gerenciamento de Projetos" >projetos</a>, atuando desde o planejamento estratégico, passando pelo tático, até o operacional concretizando as metas pré-estabelecidas.</p>
<p>Confira novo vídeo:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YYMa3_B2HoY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/YYMa3_B2HoY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Links Relacionados:<br />
<a href="http://www.tracegp.com.br/video/">http://www.tracegp.com.br/videos/</a><br />
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</a></p>
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		<title>Planejamento x Resultado Rápido</title>
		<link>http://www.tracegp.com.br/blog/planejamento-x-resultado-rapido/</link>
		<comments>http://www.tracegp.com.br/blog/planejamento-x-resultado-rapido/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 18:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador TraceGP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[gerente]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Luis de Paiva
Recebi através de um contato no Twitter uma dúvida interessante sobre conflitos em gerenciamento de projetos:  enquanto o departamento de vendas quer atender o cliente rapidamente, o departamento que executa o projeto quer mais tempo e planejamento (inclusive contratual) para que o resultado seja melhor.
Este problema é clássico em gerenciamento de projetos: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft size-full wp-image-536" title="Planejamendo Resultados" src="http://www.tracegp.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/planejamento-resultado.jpg" alt="Planejamendo Resultados" width="126" height="130" />Por Luis de Paiva</em></p>
<p>Recebi através de um contato no Twitter uma dúvida interessante sobre conflitos em gerenciamento de <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-gestao-de-projetos.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Gerenciamento de Projetos" >projetos</a>:  enquanto o departamento de vendas quer atender o cliente rapidamente, o departamento que executa o projeto quer mais tempo e planejamento (inclusive contratual) para que o resultado seja melhor.</p>
<p>Este problema é clássico em gerenciamento de projetos: prazos inadequados e falta de planejamento (tudo em nome de “atender ao cliente”).  Ao mesmo tempo, pode ser que o departamento comercial esteja com a agressividade necessária para atender ao mercado.</p>
<p>O que o gerente de projeto deve fazer neste caso é tentar determinar se nível de planejamento e controle está sendo adequado ou exagerado.  Acredito que 3 hipóteses devem ser consideradas:</p>
<p><strong>1. O resultado para o cliente seria melhor com mais planejamento.</strong></p>
<p>Cabe ao gerente de projeto usar seus recursos  para convencer o cliente e o departamento comercial de que uma estrutura de projeto bem montada trará mais resultados ao cliente.   Pode-se, por exemplo, fazer um projeto piloto no qual a forma de trabalho seja diferenciada e conduzida com mais planejamento e documentação.   Neste caso, é muito importante que os benefícios esperados para o cliente realmente fiquem muito evidentes, ou a equipe perderá credibilidade.</p>
<p><strong>2. Planejar mais ou aumentar o tempo não mudará o resultado para o cliente ou para a empresa.</strong></p>
<p>Neste caso, a equipe operacional deve engolir o choro se adaptar às necessidades do projeto e do cliente.  Se isto representa muita pressão e desgaste, infelizmente esta é muitas vezes a realidade do mercado.  Obviamente, a empresa deve dar as condições para que a equipe trabalhe nesta situação (ambiente de trabalho agradável, prêmios por resultados, etc.).</p>
<p><strong>3. O resultado para o cliente não será melhor com mais planejamento, mas será melhor para a empresa.</strong></p>
<p>Se o escopo e as condições do projeto (contrato) não estão bem definidos, corre-se sério risco de reduzir o resultado financeiro da empresa.  A pressão do departamento comercial pode levar a equipe operacional a entregar mais do que foi combinado, aumentando tempos e custos.   Definições pouco claras geram uma dificuldade de execução que depois precisa ser compensada com horas extras e mais estresse.</p>
<p>Avaliando as 3 hipóteses acima, o trabalho do Gerente de Projeto é definir as ações corretivas que devem ser tomadas na forma de execução dos projetos.  Não, isso não é nada fácil de fazer, mas se fosse fácil, talvez os projetos não precisariam de gerente.</p>
<p>Estes são alguns recursos que o Gerente de Projeto pode usar para atingir estes objetivos:</p>
<ul>
<li>Relacionamento interpessoal: quando os conflitos podem ser resolvidos pelo relacionamento do gerente com a equipe, o resultado final tende a ser melhor para todos os envolvidos.</li>
<li>Negociação: projetos têm restrições, e muitas vezes o resultado deve ser negociado entre os envolvidos para chegar a um bom resultado, dentro das premissas da empresa.</li>
<li>Patrocinador do projeto: o patrocinador deve ajudar a definir as prioridades do projeto e as exceções (ex. reduzir o lucro do projeto para atender melhor um cliente importante).</li>
<li>Autoridade formal: dependendo da autoridade que o GP tenha no projeto, muitas vezes é necessário simplesmente dar uma ordem e exigir que seja seguida.</li>
<li>Para finalizar, tenha em conta que as 3 hipóteses citadas não são sempre contrárias. Os projetos ideais são os que têm bom planejamento, entregam melhores resultados para os clientes e geram lucro para a empresa (e eles não existem somente no mundo da fantasia).</li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="http://ogerente.com/stakeholder" target="_blank">http://ogerente.com/stakeholder</a></p>
<blockquote><p>Luiz Henrique de Paiva Jose é graduado em Engenharia Elétrica pela Unicamp, e pós-graduado em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Certificado PMP  pelo PMI. Até 2007, atuou 5 anos como Gerente de Projetos e Diretor de Fábrica na Vitelcom México, multinacional fabricante de telefones celulares. Atualmente presta consultoria empresarial, voltada a Gerenciamento de Projetos e Presença Online para pequenas e médias empresas nas regiões de São Paulo, Jundiaí e Campinas. Proprietário da Avantta Consulting. Criador do Portal O GERENTE, e editor dos blogs do Portal.</p></blockquote>
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		</item>
		<item>
		<title>Versão de Calendário pré-lançada em Hotsite</title>
		<link>http://www.tracegp.com.br/blog/versao-de-calendario-pre-lancada-em-hotsite/</link>
		<comments>http://www.tracegp.com.br/blog/versao-de-calendario-pre-lancada-em-hotsite/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 18:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador TraceGP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alocação]]></category>
		<category><![CDATA[calendário]]></category>
		<category><![CDATA[projetos]]></category>
		<category><![CDATA[recursos]]></category>
		<category><![CDATA[tracegp]]></category>

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		<description><![CDATA[A gaúcha Trace Sistemas lança hotsite com informações sobre o pré-lançamento da nova versão do módulo de Calendário do sistema TraceGP.
A nova versão de calendário se apresenta com o objetivo de maximizar o controle dos gerentes sobre as alocações de suas equipes e projetos, além de permitir a criação de calendários com regras e eventos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gaúcha <a href="http://www.tracesistemas.com.br" target="_blank" rel="external" title="Trace Sistemas" >Trace Sistemas</a> lança hotsite com informações sobre o pré-lançamento da nova versão do módulo de Calendário do sistema <a href="http://www.tracegp.com.br/" target="_blank" rel="external" title="Solução de Gestão do Trabalho" >TraceGP</a>.</p>
<p>A nova versão de calendário se apresenta com o objetivo de maximizar o controle dos gerentes sobre as alocações de suas equipes e <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-gestao-de-projetos.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Gerenciamento de Projetos" >projetos</a>, além de permitir a criação de calendários com regras e eventos pré-definidos, para diferentes públicos dentro da organização.</p>
<p>O hotsite mantém o objetivo da Trace de interagir com os usuários no lançamento da nova funcionalidade. A companhia aceita comentários, que podem ser feitos na própria página.</p>
<p>O hotsite está disponível pelo link abaixo:<br />
<a href="http://www.tracegp.com.br/calendario/" target="_blank">http://www.tracegp.com.br/calendario/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Posicionamento estratégico e a sistematização da gestão de stakeholders</title>
		<link>http://www.tracegp.com.br/blog/posicionamento-estrategico-e-a-sistematizacao-da-gestao-de-stakeholders/</link>
		<comments>http://www.tracegp.com.br/blog/posicionamento-estrategico-e-a-sistematizacao-da-gestao-de-stakeholders/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 12:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador TraceGP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Antonio Carlos de Brito e Claudio Terra
As oportunidades, ameaças e crises em geral nascem fora das empresas. Além disso, com frequência e de maneira crescente não se limitam aos movimentos dos clientes, mercados e concorrentes. De fato, em particular, as grandes multinacionais, assim como grandes players nacionais e regionais estão sob o constante escrutínio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Antonio Carlos de Brito e Claudio Terra</em></p>
<p>As oportunidades, ameaças e crises em geral nascem fora das empresas. Além disso, com frequência e de maneira crescente não se limitam aos movimentos dos clientes, mercados e concorrentes. De fato, em particular, as grandes multinacionais, assim como grandes players nacionais e regionais estão sob o constante escrutínio e sofrendo toda sorte de pressão e influência de inúmeros atores da sociedade. Muitas oportunidades, ameaças e crises são resolvidas nos bastidores do poder ou mesmo por diálogos estruturados e construtivos que nunca chegam ao conhecimento da mídia. Por outro lado, quando chega à imprensa e vira assunto exclusivo da área de relacionamento corporativo ou relações públicas é porque a “vaca foi para o brejo” e a empresa está envolvida no que se convencionou chamar de “gestão de crise”.</p>
<p>Embora praticamente inevitáveis, as crises deveriam ser raras. O conceito é muito parecido com o da área de saúde: é melhor prevenir do que remediar. Investir em hábitos e práticas saudáveis é muito mais eficiente do que investir em hospitais. Neste sentido, a resposta está em como as empresas estão estruturadas para fazer uma eficaz gestão de públicos externos – ou como a literatura internacional os chama: stakeholders.</p>
<p><strong>Os stakeholders – partes interessadas</strong></p>
<p>Stakeholders são partes interessadas ou partes afetadas em algum assunto não necessariamente econômico. Seu relacionamento com a empresa ou organização muitas vezes é indireto e não envolve necessariamente transações comerciais. Tipicamente os stakeholders são divididos em um grupo mais direto (como empregados e acionistas, instituições financeiras, fornecedores e clientes) e outro mais indireto (como comunidades, governo, mídia, grupos de interesse, concorrência e grupos de defesa de interesses). Os stakeholders podem estar atrás de uma vantagem, de uma reparação ou uma inserção em um contexto maior. Empreendedores e líderes empresariais têm naturalmente uma visão de fora para dentro, ou seja, estão inseridos fortemente em seu ambiente econômico, social e político. De fato, esta é uma característica importante que os separa de gerentes e administradores mais voltados para o dia-a-dia e <a href="http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/ferramenta-processos.htm" target="_blank" rel="external" title="TraceGP - Workflow de Processos" >processos</a> operacionais da empresa e com uma perspectiva de dentro para fora.</p>
<p>Nas grandes corporações, em particular, são nas reuniões do Conselho de Administração ou da Administração Executiva que as questões mais importantes relacionadas à Gestão de Stakeholders são tratadas. É ali que se tem uma noção ampliada e sistêmica do impacto que relacionamentos saudáveis com stakeholders têm para a longevidade, sustentabilidade e competitividade empresarial. Uma forma interessante de determinar a importância de um stakeholder foi desenvolvida por Mitchell, Agle &amp; Wood (1997). Estes autores separam os fatores que determinam sua importância (ou “saliência”) em três partes:</p>
<ul>
<li>Poder, definido como a força (coercitiva, utilitária ou regulatória) que pode impor sobre a outra parte em um relacionamento; um ator pode fazer algo que em circunstâncias normais não conseguiria ser feito;</li>
<li>Urgência, definido como quando um relacionamento possui uma natureza sensível ao tempo ou quando este relacionamento ou pedido é importante ou crítico para um stakeholder; exige atenção imediata;</li>
<li>Legitimidade, definido como uma percepção ou assunção geralmente aceita que as ações de uma entidade são desejáveis ou apropriadas dentro de um sistema de normas, leis, crenças e definições.</li>
</ul>
<p>Se um stakeholder possui apenas um dos três fatores acima, pode ser considerado um stakeholder dormente, ao passo que se possui os três fatores, pode ser um stakeholder definitivo, ou seja, tem o poder, tem a legitimidade e tem urgência. Um exemplo hipotético ajuda a ilustrar tal situação: o Ministério Público, por exemplo, pode mandar (poder) interromper a operação de uma fábrica imediatamente (urgência) se receber queixas sobre violação de regras de meio ambiente (legitimidade).</p>
<p><strong>Ativos Intangíveis &amp; Stakeholders</strong></p>
<p>Só agora os executivos começam a entender a abrangência dos ativos da empresa e de seus ativos pessoais. Tal qual um iceberg, uma parte visível e conhecida representa os ativos tangíveis sustentada por um imenso bloco fora do campo de visão, constituída por ativos intangíveis. A dificuldade de mudar o modo de pensar e de agir dos executivos ancora-se no extenso treinamento e vivência na administração dos ativos tangíveis da empresa. Além disso, a administração de ativos tangíveis está repleta de exemplos e de casos. De um lado se fala sobre os processos produtivos, dos pontos de vendas, dos canais de distribuição, dos investimentos em equipamentos e da administração do fluxo de caixa e ciclos de investimentos. Tanto os ativos monetários como os físicos têm pelo menos 500 anos de história econômica e modelos de gestão associados.</p>
<p>Voltando à analogia do iceberg, a busca por fontes de valor das empresas revelou um enorme potencial nos ativos intangíveis. O valor das empresas vem migrando do tangível para o intangível de forma acelerada e consistente.</p>
<p><strong>Grupo 1: Ativos Intangíveis que caracterizam toda a organização: estes ativos intangíveis afetam e dão a “personalidade” de negócios à empresa:</strong></p>
<ul>
<li>Capital de Liderança (Capacidade de liderar, assumir riscos, definir e rever valores);</li>
<li>Cultura e Valores (Ética, Conduta, Normais Formais e Informais, Comportamentos Explícitos e Implícitos) ;</li>
<li>Sistema de Gestão (Política, Procedimentos, Processos de Planejamento, Gestão da Qualidade e Indicadores).</li>
</ul>
<p><strong>Grupo 2: Ativos Intangíveis diretamente associados aos Processos Produtivos </strong></p>
<ul>
<li>Capital humano (Competências Específicas e Sistêmicas);</li>
<li>Capital estrutural (Tecnologia e Patentes e Bancos de Dados e Informação);</li>
<li>Capital de relacionamento (Stakeholders).</li>
</ul>
<p><strong>Grupo 3: Ativos Intangíveis</strong></p>
<ul>
<li>Marca (É o resultado de todas as interações da empresa com seu ambiente externo e interno, com todos os seus stakeholders. É muito mais do que o logo ou a estratégia de comunicação).</li>
</ul>
<p>A Gestão de Ativos Intangíveis é um tema amplo. Neste artigo, vamos focar na Gestão dos Stakeholders que é particularmente associada ao Capital de Relacionamento, Capital de Liderança e Marca.</p>
<p><strong>Gestãode Stakeholders e vantagem competitiva</strong></p>
<p>O capital de relacionamento é pouco enfatizado nas empresas ao contrário do capital humano e do capital estrutural. É só olhar nos relatórios anuais: ali se encontram as horas de treinamento dos colaboradores e as normas de qualidade para controlar e padronizar os processos de negócios. Ainda são embrionários os comentários sobre o capital de relacionamento, até porque muitos executivos entendem que este é seu ativo pessoal e intransferível para a empresa. Poucas palavras são dedicadas ao envolvimento com a comunidade e com os órgãos regulatórios, e mesmo assim porque há cobrança sobre as práticas de sustentabilidade das empresas, que lidam essencialmente com estes stakeholders.</p>
<p>Gerenciar relacionamentos com stakeholders de forma sistêmica e estruturada, no entanto, se traduz claramente em vantagens competitivas:</p>
<ul>
<li>É único: cada empresa, por meio de seus colaboradores, tem uma rede de relacionamentos com os stakeholders, que é diferente dos relacionamentos de qualquer outra empresa;</li>
<li>É difícil de ser imitado: o relacionamento é tácito e extrapola condições para a simples codificação;</li>
<li>É sustentável: o valor gerado ou potencial é muitas vezes maior que os custos envolvidos;</li>
<li>É cumulativo: manter relacionamentos consistentes e interessantes com stakeholders naturalmente ocupa os espaços (tempo e atenção) dos stakeholders e cria laços de confiança que vão sendo reforçados ao longo do tempo;</li>
<li>É aplicável a situações favoráveis ou desfavoráveis: se aplica a assuntos tão diversos como: expansões e reduções de capacidade produtiva, crises e catástrofes, influência na redação de leis e normas, etc.</li>
</ul>
<p>Ou seja, se uma empresa está buscando ardorosamente maneiras de se diferenciar de seus concorrentes num mundo onde tudo é fácil de copiar, a gestão de stakeholders pode ser uma resposta única. Somente esta empresa tratará de tecer sua rede de stakeholders daquela forma, com uma intensidade amplificada e diferente de todos os seus concorrentes.</p>
<p><strong>Gestão de Stakeholders como um processo organizacional</strong></p>
<p>A gestão de stakeholders objetiva disciplinar o processo de troca de informações e de criação de credibilidade entre uma empresa e seus públicos estratégicos. Portanto, é apropriado modelá-lo como um processo com entradas e saídas, atividades, indicadores, políticas, papéis e responsabilidades. Para atingir os resultados institucionais desejados, este processo deve ser norteado pela estratégia de relacionamento (hoje implícita na estratégia empresarial ou dentro da cabeça de alguns dirigentes de visão).</p>
<p>A estratégia de relacionamento define os públicos com quem a empresa quer trabalhar de forma institucional e deixa claro também com quem a empresa não aprofundará os laços institucionais. Exemplos clássicos de stakeholders são as diversas instituições de Governo em suas esferas federal, estadual e municipal: são públicos que abrem (ou fecham) portas da maneira mais ampla. Outros stakeholders podem estar ligados a momentos empresariais, como uma expansão, uma fusão com um concorrente, um estudo de impacto ambiental, um fechamento de uma fábrica com demissões em massa ou a busca de benefícios fiscais.</p>
<p>Como em todo processo de gestão, é fundamental conseguir o alinhamento estratégico com a liderança da empresa para determinar como a estratégia empresarial pode ser traduzida e desdobrada na estratégia de relacionamento. Uma das providências é esclarecer quais são os objetivos para manter um relacionamento e escolher os principais stakeholders. A boa estratégia de relacionamento especifica os públicos que não receberão atenção (afinal, estratégia é escolher o que fazer e o que não fazer) e quem serão os responsáveis por cada tipo de relacionamento Os executivos de vários níveis hierárquicos que mantêm relacionamentos institucionais e com stakeholders críticos devem ter papéis, responsabilidades e objetivos explícitos e passíveis de serem avaliados periodicamente.</p>
<p>Com os objetivos da estratégia de relacionamento em mãos e com as listas de stakeholders atuais e demais públicos externos, a empresa deve avaliar periodicamente em que estágio de maturidade se encontra cada um dos relacionamentos: qual a natureza e grau de proximidade que existe com os stakeholders mais relevantes para o negócio? Quais são os stakeholders mais afastados ou desconhecidos? Quais são os públicos externos que deveriam ser considerados stakeholders?</p>
<p>Quais são os stakeholders que deixaram de ter relevância para os novos objetivos estratégicos?<br />
Quando estão claros os objetivos e o estado atual dos relacionamentos, fica simples determinar quais são as lacunas de relacionamento (Quem preciso conhecer? Quem merece ter o relacionamento fortalecido?), quais são os desafios para aproximar este relacionamento e quais são as ações que cada executivo detentor de um contato no stakeholder deve desempenhar para atingir as metas desejadas. Do planejamento para a ação, as visitas e o sentimento do grau de proximidade do stakeholder às posições da empresa devem ser medidos e reportados de maneira sistemática.</p>
<p>Com isso, o conhecimento passa a ser também da empresa: há um registro explícito da estratégia de relacionamento, das ações de relacionamento, de relatórios de interação e mensagens eletrônicas, o cadastro dos stakeholders e avaliações do grau de proximidade. A empresa manterá este conhecimento para a melhoria e o aprofundamento das relações com stakeholders, buscando evidentemente valor de seus relacionamentos. Enfatizamos que os resultados da gestão de stakeholders começam a ser percebidos pela empresa em um tempo relativamente curto (alguns meses) comparado com os 15 ou 20 anos que hábeis gestores de relacionamentos levaram para cultivar confiança de alguns stakeholders.</p>
<p><strong>Gestãode Stakeholders: considerações finais</strong></p>
<p>Vantagens competitivas e oportunidades advêm de relacionamentos construídos ao longo do tempo no qual a tônica da reciprocidade tácita permeia as interações entre as partes. A alta liderança, principalmente aquela mais visionária e estratégica, percebe os efeitos duradouros da gestão de stakeholders e dedica tempo para cultivar relacionamentos. É comum, no entanto, haver um distanciamento quanto à prontidão e perspectiva gerencial para manter relacionamentos com stakeholders entre os níveis mais altos da liderança de uma empresa e de sua gerência executiva. Que os negócios são cada vez mais sujeitos a mudanças bruscas na economia e que as posições conquistadas são cada vez mais efêmeras, todos já sabem. O que, porém, é pouco percebido é o quanto a gestão de stakeholders pode ser útil na mitigação de riscos, principalmente aqueles ainda desconhecidos. Isto ocorre porque a partir da gestão de stakeholders se amplia fortemente a capacidade de resposta, o campo de visão e de ação dos executivos.</p>
<p>Infelizmente, a gestão dos stakeholders é ainda uma fonte de valor pouco explorada e raramente incorporada nos sistemas de gestão das empresas. Quando, no entanto, se torna de fato uma fonte de valor passa a se caracterizar pela existência de processos, governança e métricas gerenciadas de forma sistemática (como os processos de gestão de qualidade total). Nesta situação ideal, os relacionamentos pessoais tratados de forma ad-hoc passam a ser um patrimônio empresarial, um ativo intangível de altíssimo valor para as organizações. A gestão de stakeholders não passa a funcionar da noite para o dia. Ela demanda ações em várias frentes como discutidos ao longo deste artigo. Todavia, um dos sinais mais evidentes que ela passou a ser tratada como uma abordagem crítica para os negócios é quando a gestão de stakeholders está imbricada ao processo de discussão e elaboração da estratégia empresarial. Este é o processo de gente falando com gente. É o momento que um bom argumento técnico pode ser amplificado ou destruído e nada melhor que amarrar a estratégia de relacionamento à estratégia empresarial. Assim, diminui a distância quanto à prontidão e perspectiva gerencial entre os níveis mais altos da liderança e os demais níveis gerenciais de uma empresa.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.fnq.org.br/" target="_blank">http://www.fnq.org.br/</a></p>
<blockquote><p>Cláudio Terra é presidente da TerraForum Consultores e Antonio Carlos de Brito é sócio da empresa.</p></blockquote>
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