Por Julio Sergio
Como CEOs de uma organização somos sempre incitados a ter uma visão orientada para os negócios. As empresas esperam de nós a capacidade de pavimentar todo o caminho percorrido, transformando-o em uma trajetória de sucesso. Há sempre a expectativa de que teremos melhores ideias do que a concorrência.
Expectativa válida quando falamos de talentos, que não foram escolhidos por acaso para assumir o posto de número um nas companhias. No entanto, é preciso reconhecer que muitas vezes a expectativa criada vai além da capacidade do executivo em entregar o que se espera.
O que, por outro lado, não nos impede de reconhecer que frequentemente somos acometidos por periódicas crises de arrogância ou do que chamo de síndrome de Midas – basta apenas um toque para tudo se transformar em ouro. Um tremendo desvario. Sabemos que não é bem assim, sabemos que é preciso implementar os projetos visionários e discernir o que pode ou não ser feito.
Não podemos ignorar o inusitado, porque sem isso não há inovação. Mas também não podemos desprezar o trivial. É exatamente a combinação desses dois aspectos que transforma o plano em ação de sucesso. O que importa é fazer acontecer. Tenha uma visão inovadora, diferenciada, clara, arrojada e ponha para funcionar.
Após minha longa trajetória na linha de frente de uma empresa global aprendi que só aqueles que entram em campo com vontade, mas fazem diferente, chegam lá. Assim como muitas ideias que poderiam salvar os negócios não funcionaram simplesmente por não terem sido implementadas ou implementadas de forma errada.
Devo confessar, aliás, com certo constrangimento, que nunca encontrei na vida um visionário implementador e muito poucos implementadores visionários. Parece ser esta uma questão de DNA, mas não esqueça que só com foco você poderá ser um visionário implementador ou implementador visionário.
Visão sem ação é alucinação. Não se deixe cair na tentação de ficar bolando ideias mirabolantes, criando estratégias fora do comum ou inusitadas, se não houver por trás uma equipe capaz de primeiro entender e depois colocá-las em prática.
Executivo “Bam-Bam” é aquele que faz acontecer e não aquele que se acha só porque tem as ideias geniais. Acorde e manda ver.
Fonte: http://hsm.updateordie.com/
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Caro Julio Sergio, li se texto acima e como visionário que sou no bom entendimento da palalvra, só posso concordar com você em tudo, principalmente do visionário implementador que na verdade é o que me estimulou a essa postagem.
Um visionário necessita de alguém orientado para os negócios, cada qual com sua visão de mundo.
Sabemos que grandes descobertas só foram assim realizadas pois normalmente havia um visionário, ou seja, alguém que pensa diferente, que tira o coelho da cartola, que propõe o inusitado.
Eu admiro com alguém consegue ficar tanto tempo focado em tudo na vida com a mesma coisa, é incompreensivel para mim e vice-versa.
Creio que o foco e o topo da piramide ainda está por sofrer mudanças pois o primeiro cliente a ser atendido somos nós mesmos.
Creio que executamos as melhores coisas na vida quando aplicamos paixão, com entusiasmo até aí tudo bem cabe a qualquer ser, mas em um visionário isso é muito diferente, ele passa por qualquer âmbito da empresa jorrando idéias visionárias, empreendedoras e profissionais com outras caracteristicas deveriam absorver, parar para pensar em uma proposta nova, em quebra de paradigmas corporativistas e suas burocrácias nada lucrativa.
Quem deve acordar é o empresário que restringe a criação ao novo, ao que diz não há tudo e a todos, desafio qualquer corporação invetivir em um visionário.
Aos empreendedores centrados, em seu foco e orientdos para o negócio:
Imagine uma incubadora de visionários, será que essa empresa incubadora inovaria em algo novo em sua empresa?
Se a resposta automática foi jamais faria isso ou algo do gênero, visionário são loucos, sonham, viajam e não realizam ou qualquer outra coisa do gênero: você além de perder uma boa oportunidade de inovar, mudar, apreender, surpreender o mercado também perdeu foco do negócio!
Quer grana, crescimento, redução de despesas, novos mercados, respeito, profissionais motivados que acreditem em sua causa corporativa, ser e ter uma empresa diferente?
Steve Jobs dita o mercado mundial de design em micros a decadas pela inovação e por apostar em incubadoras de mentes visionárias.
A terra até um certo tempo era reta, quase mataram o cara quando ele disse que era redonda, não é?
O mundo não é mundo se não fossem os visionários! Cada qual na sua função, uns criam outros executam.
Criar o óbvio é fácil é só arrumar alguém voltado para o negócio e ser um bom administrador se eu estiver errado gostaria de uma oportunidade de aprender.
Qual profissional aí no mercado tem coragem de contratar um visionário empreendedor?
Os indivíduos fogem daquilo que não conhecem, vivem e morrem sob a mesa e sua rotina, desmerecem se borram a se confrontar com um visionário por pura falta de conhecimento de um ser e sua característica.
Empreendi alguns projetos visionários com êxito, percorri segmentos e áreas diferentes e sinto-me realizado aos 39.
Absorvemos conhecimento de mundo ilimitado mas o que realiza um não realiza ao outro, precisamos de pessoas que tenham dentro de si a verdade, a inspiração, a mudança para um mundo que se transforma a cada dia, tenho a necessidade de aprender, inovar, ajudar a fazer diferente, e só vendo algo se realmente acredito, seja para o cliente interno como para o externo. Para mim nada mais é do que a própria sustentabilidade.
O tema é sem fim, mas o desafio está amigo, sucesso!
Cordialmente,
Fabiano Cicala