Vocação: ser e nascer para ser

Por Danielle Abade
O dicionário sintetiza o termo “vocação” como a tendência ou inclinação para um estado, uma profissão, a aptidão natural; o talento. Mas será que todo mundo nasce assim: médico nato, comunicador nato, mecânico nato e outros mais natos do mercado? Durante a 32ª edição do Workshop de Criatividade da ESPM de São Paulo, o Prof. José Predebon discutiu as ideias sobre a escolha profissional e seus desdobramentos. Centrou o debate principalmente na necessidade de ser criativo para reinventar a rotina e encontrar subsídios para as tarefas que não correspondem ao ideal que se tinha ao escolher determinada carreira.
Discutiu-se que gostar do que se faz também não é garantia de sucesso, é relevante, mas não garante. Afinal, “fazer só o que a gente gosta é vender a um cliente só”. E é mesmo. É restringir ao máximo suas opções de escolha, e também de atuação profissional. É estar fadado a uma carreira que, ao longo do tempo, não vai satisfazer o âmago do ser humano que busca realização enquanto pessoa ativa na sociedade, com uma carência latente de algo indefinido, que muitas vezes é suprida com o sucesso profissional.
Não se nasce engenheiro, talvez haja amadurecimento que torne alguém predisposto para a área de exatas, por pura questão de educação cultural ou percepção de mundo. Assim como não se nasce padeiro, há circunstâncias e necessidades que impulsionam alguém para tal posição. Quando há a possibilidade de escolher uma profissão, o autoconhecimento é sempre a primeira chave. Logo depois, delimitar aquilo que lhe convém e descobrir sobre as possibilidades são tarefas também essenciais. É imprescindível aceitar que erros podem ocorrer. O gosto pela profissão não vem pela perfeição, é por acreditar que ela vale à pena. A busca pela excelência surge daquilo que acreditamos, e se você não acredita no seu trabalho, por que buscá-la?
Tudo isso também se aplica para a escolha de áreas, para quem pensa que escolher uma profissão é delimitar o futuro, engana-se. Ela apenas reduz, embora de forma significante, as possibilidades de escolha. Não importa se você acredita que nasceu para ser, importa é o que você é (ou escolherá ser). Envolver-se por inteiro naquilo que se faz, não é bem uma questão de gosto. É coerência, necessidade. E esteja preparado para os desafios. Serão muitos dissabores pelo caminho, que não é reto e muito menos plano. Mas aquela satisfação de saber que, apesar de tudo, você está na estrada certa, faz toda a diferença.
Fonte: http://www.minhacarreira.com/
Danielle Abade é estudante de Comunicação Social – Relações Públicas na PUC Minas e atualmente estagia na Fundação dos Empregados da Fiat no setor de produção de eventos. Estreou no Minha Carreira em Janeiro de 2010.

Vocação

Por Danielle Abade

O dicionário sintetiza o termo “vocação” como a tendência ou inclinação para um estado, uma profissão, a aptidão natural; o talento. Mas será que todo mundo nasce assim: médico nato, comunicador nato, mecânico nato e outros mais natos do mercado? Durante a 32ª edição do Workshop de Criatividade da ESPM de São Paulo, o Prof. José Predebon discutiu as ideias sobre a escolha profissional e seus desdobramentos. Centrou o debate principalmente na necessidade de ser criativo para reinventar a rotina e encontrar subsídios para as tarefas que não correspondem ao ideal que se tinha ao escolher determinada carreira.

Discutiu-se que gostar do que se faz também não é garantia de sucesso, é relevante, mas não garante. Afinal, “fazer só o que a gente gosta é vender a um cliente só”. E é mesmo. É restringir ao máximo suas opções de escolha, e também de atuação profissional. É estar fadado a uma carreira que, ao longo do tempo, não vai satisfazer o âmago do ser humano que busca realização enquanto pessoa ativa na sociedade, com uma carência latente de algo indefinido, que muitas vezes é suprida com o sucesso profissional.

Não se nasce engenheiro, talvez haja amadurecimento que torne alguém predisposto para a área de exatas, por pura questão de educação cultural ou percepção de mundo. Assim como não se nasce padeiro, há circunstâncias e necessidades que impulsionam alguém para tal posição. Quando há a possibilidade de escolher uma profissão, o autoconhecimento é sempre a primeira chave. Logo depois, delimitar aquilo que lhe convém e descobrir sobre as possibilidades são tarefas também essenciais. É imprescindível aceitar que erros podem ocorrer. O gosto pela profissão não vem pela perfeição, é por acreditar que ela vale à pena. A busca pela excelência surge daquilo que acreditamos, e se você não acredita no seu trabalho, por que buscá-la?

Tudo isso também se aplica para a escolha de áreas, para quem pensa que escolher uma profissão é delimitar o futuro, engana-se. Ela apenas reduz, embora de forma significante, as possibilidades de escolha. Não importa se você acredita que nasceu para ser, importa é o que você é (ou escolherá ser). Envolver-se por inteiro naquilo que se faz, não é bem uma questão de gosto. É coerência, necessidade. E esteja preparado para os desafios. Serão muitos dissabores pelo caminho, que não é reto e muito menos plano. Mas aquela satisfação de saber que, apesar de tudo, você está na estrada certa, faz toda a diferença.

Fonte: http://www.minhacarreira.com/

Danielle Abade é estudante de Comunicação Social – Relações Públicas na PUC Minas e atualmente estagia na Fundação dos Empregados da Fiat no setor de produção de eventos. Estreou no Minha Carreira em Janeiro de 2010.

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