Você não vai com a minha cara?

Conflitos

por Maxsuel Siqueira

Cada um de nós tende a ver as coisas de um modo diferente. Isso se deve à nossa formação, vivência, cultura e personalidade, que se constituem nas diferenças individuais. Elas são nossa marca registrada e a imprimimos em tudo que fazemos: na maneira como elogiamos ou criticamos, no modo como avaliamos as outras pessoas, nos relacionamentos com a família, amigos etc.

Em geral, o ambiente de trabalho, seja ele uma fábrica, um escritório, uma loja ou uma repartição pública, representa um microcosmo da sociedade. Reúne, portanto, uma parte desse todo que é heterogêneo, disforme e plural. Com isso, todos os dias temos de conviver com pessoas completamente diferentes de nós.

É difícil aceitar a diferença e as antipatias são constantes no mundo corporativo. Já não bastassem as de gênero, raça, credo, etnia, idade e orientação sexual, o choque de gerações é o novo desafio que está tirando o sono (até mesmo) dos líderes mais experientes. É comum encontrar um jovem Y bem qualificado, dinâmico e talentoso fazer com que qualquer veterano X “trema na base”, provocando insegurança e colocando o outro na posição de autodefesa.

Neste ponto, nós da Geração Y, somos vistos como mais tolerantes, uma vez que o diferente nos desperta curiosidade; e não repugnância. Entretanto, impressiona o fato de que já se passaram quase seis séculos desde o fim da Idade Média e ainda não aprendemos a lidar com o próximo, conviver em sociedade e a respeitar diferenças. Por isso é que nas ruas, nos terminais rodoviários, nos restaurantes, aeroportos e em estações de metrô há avisos que nos condicionam à civilidade como “Reduza a Velocidade”; “Por Favor, não fume”; “Silêncio!”; “Caixa exclusivo para idosos”; entre outros.

O mercado de trabalho possui regras próprias de comportamento que variam de acordo com os valores da empresa para a qual prestamos serviços. Nesse contexto, relacionamento profissional é muito mais do que um bom tema para vender revistas sobre carreira. É falar da importância e necessidade da retomada de algo que se dilui lentamente: a dimensão humana sobre todas as coisas. Charles Chaplin já nos alertava sobre isso nos anos 40, em seu primeiro filme falado, “O Grande Ditador”, quando discursou que mais do que máquinas precisaríamos de humanidade.

Fica a proposta. Num cenário em que a palavra criticar tornou-se sinônimo de “falar mal” e onde competição é encarada como combate, empenhe-se em fazer o melhor que você puder sem que seja necessário prejudicar alguém. Procure desfrutar das oportunidades que lhe surgirem, qualifique-se, ouça, questione, aprenda com os outros, mesmo com aqueles que ocupam uma posição inferior na empresa.

Fonte: http://www.minhacarreira.com/

Maxsuel Siqueira é estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro/RJ. Colabora com a equipe da TV Gama (UTV, canal 11 NET/Rio), como pauteiro e produtor dos programas “Mosaico” e “Papo Cabeça” e escreve o blog “Papo Live”. Participa do MC desde julho/2009.

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